Self-hate: Como ultrapassar a tentação

Olá pessoal!

Hoje é um dia muito especial para nós aqui na Powerful Reverie porque temos o nosso primeiro testemunho para vos mostrar. Como tal, vamos tornar as coisas um bocadinho mais pessoais e sou eu, a Rita, quem vos vai falar!

Na actualidade, há assuntos com que toda a gente sofre mas sobre os quais quase não se fala. Um deles é o self loathing (ou self hate) que é o reflexo da sociedade em que vivemos. A necessidade de estarmos sempre “perfeitos” ou de termos de ser “melhores” é uma ideia muito presente em cada um de nós de cada vez que saímos de casa. É como se houvesse sempre uma vozinha a dizer “não vistas essa roupa, olha a tua barriga!” ou “não publiques essa foto, pareces ridícula”. Pessoalmente, são tentações às quais tento resistir…porque vou continuar a vestir aquela roupa e a publicar a foto mais ridícula se isso me fizer feliz!

Uma das pessoas que sabe precisamente do que falo é a minha amiga Andreia, do blog Nineteen Like. Eu gosto de pensar que me rodeio de pessoas cujo amor próprio é capaz de silenciar as inseguranças e a Andreia sempre foi uma delas. Na semana passada, como em tantas outras vezes, calhou em conversa falarmos sobre a Powerful Reverie, como gostávamos de ter um testemunho real e como ela gostava de falar sobre este assunto no seu blog. E assim foi criada esta parceria!

No seu post mais recente, “Eu aceito-me. E tu?”, a Andreia refere uma pressão geral sentida por toda uma geração: “(…) acho que todos nós sentimos essa pressão: porque achamos que somos gordos, magros, altos ou baixos, ou porque não gostamos de uma parte do nosso corpo e sentimo-nos realmente super inseguros. Numa altura em que se valoriza imenso a diferença e em que lutamos constantemente para sermos nós próprios, (…) é incrível como os nossos standards ainda são do “corpo ideal”, (…) e não o nosso próprio corpo.”

E realçou um problema ainda mais profundo nos jovens hoje em dia, “Referi-me a “nossos standards” e não aos da sociedade, porque a verdade é que nós é que decidimos ter esses padrões para nós próprios. Quantas vezes uma amiga vossa já vos disse que estava gorda e vocês acharam ridículo, que ela estava super bem? O problema não é a sociedade causar pressão, é nós não nos aceitarmos como somos, como o nosso corpo é. E muitas vezes a mudança não está ao nosso alcance.”

De seguida partilhou uma parte muito privada, mas com a qual muitos de nós se identificam: “eu odeio as minhas pernas. São muito mais volumosas que o resto do meu corpo.” E o que tentou fazer para contrariar isso, “dietas, mil e um exercícios e abordagens diferentes no ginásio.” Saber que é uma “questão de genética” muda a sua perspectiva por completo, “E agora? Vou ficar a odiar-me por isso? Vou deixar e usar calções e saias e esconder essa parte do meu corpo? Não.” E arranjou a solução mais saudável perante a situação: “Porque se eu aceitar que o meu corpo é assim como ele é, não há pressão ou standards que me consigam fazer sentir mal comigo mesma.”

No entanto, a Andreia encoraja as pessoas a mudar, “por uma questão de saúde ou apenas para nos sentirmos mais confiantes”, mas nunca se a mudança for incentivada por “pressões exteriores”. Se quisermos ser a melhor versão de nós mesmos e acharmos que só ao mudarmos alguns aspectos é que vamos conseguir lá chegar, devemos mudar “por nós e não para agradar aos outros, (…) se as fizermos para agradar, nunca vamos estar satisfeitos connosco”, por isso é que, “se mudarmos por nós, vamos sentir-nos bem na nossa pele durante todo o processo – antes, durante e depois”, e vamos crescer com isso.

“ Toda a gente tem inseguranças. (…) No entanto, se aprendermos a estarmos bem connosco próprios, pode vir quem vier dizer o que quiser.”

Depois de referir a Powerful Reverie, deixou uma mensagem a todos os que se relacionam com esta “pressão”: “Espero que vos tenha ajudado com o meu desabafo, nem que seja a não se sentirem sozinhos.”

Da minha parte, espero que este testemunho vos tenha ajudado a perceber que muitas vezes somos os nossos próprios inimigos, mas isso é algo que podemos contrariar com força de vontade. Aprender a olhar para o espelho e gostar do que vemos não é um processo fácil, mas é possível e posso garantir-vos que o que nos espera do outro lado é uma recompensa enorme.

Já sabem, sempre que precisarem, aqui na Powerful Reverie estamos sempre disponíveis para desabafarem connosco ou para qualquer dúvida vossa. Até à próxima!

~Unwind Your Mind~

(Rita)

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One Reply to “Self-hate: Como ultrapassar a tentação”

  1. Estou extremamente orgulhosa de ter participado neste projeto. E este tipo de coisas que faz falta em Portugal, um sítio onde os jovens possam desabafar, tendo gente por trás que não os julga e sabe o que é passar pelas mesma situações. Parabéns Rita e resto do pessoal, este projeto e top e vai ter, certamente, muito sucesso!

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